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Promover uma atividade pedagógica e colaborativa é a ideia central do primeiro “Encontro dos bois çãpag bet -encantados das Minas e das Gerais”. O evento integra a programação infantil do carnaval de Belo Horizonte em 2024 e acontece neste domingo (4), das 9h às 14h, entre a Rua da Bahia e a Rua Guajajaras, no Centro da capital.

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A organização convida o público a levar materiais como linhas, agulhas, retalhos de tecidos, plásticos, forrações limpas e higienizadas para a confecção de dois bois e um estandarte com objetos recicláveis.

Profissional de palhaçaria e do teatro de bonecos e de rua, Tiago Araújo, um dos organizadores do evento, conta que o encontro tem como objetivo promover o acesso à cultura popular e à educação patrimonial.

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A atividade será embalada com brincadeiras lúdicas e artísticas, que buscam destacar o caráter espiritual e místico da história dos bois encantados, além de abrir espaço para a música e o canto, que projetam a sua relevância cultural. Os diversos agrupamentos de bois de Minas Gerais também serão homenageados de forma simbólica.

O local escolhido, como forma de homenagem, é o território onde ficava o Largo do Rosário, espaço historicamente importante para a população negra e que foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial da cidade em 2022.

A história dos bois encantados

“O boi é um objeto, uma máscara gigante que cobre o corpo do manipulador. Acaba sendo o que restou de uma manifestação mais intensa em outra época, em outros lugares”, explica Tiago. “Tem a ver com um teatro e uma tradição popular”, completa.

A história dos bois encantados se entrelaça com a da humanidade. Os diversos agrupamentos que existem no estado e no Brasil ajudam a contar histórias de diferentes povos. A tradição também aparece com outros nomes, como bumba meu boi, boi da manta, boi de reis, entre outros.

Para Tiago, o encontro no carnaval tem a ver com o reconhecimento do boi como patrimônio imaterial. Em Minas Gerais, por exemplo, foram mapeadas 16 formas de manifestação do costume.

Neste ano, por falta de captação financeira, a atividade ocorrerá apenas em formato pedagógico, mas, segundo o organizador, a ideia é que essa primeira reunião consiga demarcar a importância da agenda cultural na cidade.

Fonte: BdF Minas Gerais

Edição: Larissa Costa


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